sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

2017 promete ser mais hardcore do que jogar "Contra" sem Konami Code, então nós do OSD aproveitamos essa breve folga de início de ano para  garimpar alguns jogos retrô mais hardcore ainda, daqueles com dificuldade de trincar os dentes, para você destruir um ou dois controles até o carnaval chegar.

SUGESTÃO #1

Se você está com saudade de jogar: Earthworm Jim (SNES/ Mega Drive); Bubsy in Claws Encounters of the Furred King (SNES/ Mega Drive); Bubsy 2 (SNES/ Mega Drive); Toki: Going Ape Spit (Mega Drive); Greendog: The Beached Surfer Dude! (Mega Drive); Decap Attack (Mega Drive)

Tente: Dorke and Ymp




Sinopse: Uma mistura de plataforma e puzzle onde você controla Dorke, um goblin aprendiz de feiticeiro maligno, no cumprimento das tarefas impostas por seu mestre e assim finalmente poder aprender alguns feitiços. Contando apenas com a ajuda de Ymp, um pequeno familiar demoníaco, Dorke terá que atravessar de florestas repletas de coelhos até vulcões ativos para alcançar seu sonho de ser um feiticeiro cruel. Originalmente desenvolvido por uma empresa chamada Norse, "Dorke and Ymp" era para ter sido lançado para SNES, mas acabou cancelado. Nos dias de hoje o jogo foi resgatado do limbo pelo pessoal da Piko Interactive e lançado tanto em uma versão física em cartucho quanto para Steam. Um belo exemplar de plataforma, ao mesmo tempo divertido e difícil,  e que conta com gráficos e trilha sonora bem legais, com todo daquele "ar" de SNES que tanto procuramos.


SUGESTÃO #2

Se você está com saudade de jogar: Phantasy Star (Master System); Phantasy Star 2 (Mega Drive), Phantasy Star 3 (Mega Drive); Chrono Trigger (SNES); Final Fantasy (NES); Final Fantasy IV (SNES); Final Fantasy V (SNES), Shining Force (Mega Drive); Shining Force II (Mega Drive)


Tente: Pier Solar and the Great Architects


Sinopse: Um RPG a moda antiga, no melhor estilo dos JRPGs dos anos 90. O jovem Hoston e seus amigos partem em busca de uma erva medicinal que possa auxiliar o pai doente de Hoston e acabam tendo a aventura de suas vidas, cheia de perigos a serem superados e lições a serem aprendidas. O jogo é ótimo, com muitos e variados cenários, sistema de combate legal, muitos NPCs para se conversar e segredos a descobrir. Para quem gosta de RPG é um prato cheio, com diversão garantida por horas. Para quem não é fã do gênero... o risco de se entediar é real.
O maior problema da versão Steam é que o port deixa a desejar...  não existe um manual (nem mesmo em PDF) para explicar o básico do jogo para o jogador e a função de alternar entre os gráficos originais do cartucho lançado para Mega Drive e os gráficos HD ficou bastante decepcionante, pois só é possível fazer a troca após o diálogo inicial entre os pais do protagonista. Apenas quando você assume o controle do personagem é que pode retornar os gráficos para o original. O pessoal da Watermelon deveria dar uma olhada em "The Secret of Monkey Island", um jogo que conseguiu de forma perfeita, impecável, disponibilizar a troca entre gráficos originais e HD.

SUGESTÃO #3

Se você está com saudade de jogar: Super Mario Bros (NES); Super Mario Bros 3 (NES); Alex Kidd in Miracle World (Master System); Wonder Boy (Master System); Psycho Fox (Master System)

Tente: Super Jagua


Sinopse:  A princesa do reino canino e seus filhotinhos foram capturados por um demônio voador que mais parece sobra de elenco de "Ghouls'n Ghosts" e agora cabe a um valente cachorro de pelo amarelado salvá-los, enfrentando os capangas do demônio em um jogo plataforma de dificuldade razoável. Não espere muita coisa... "Super Jagua" mais parece um hack de "Super Mario Bros" mas é até divertido e uma boa homenagem aos jogos plataforma de 8 bits.

SUGESTÃO #4

Se você está com saudade de jogar: Contra (NES); Super C/ Super Contra (NES); Contra: Hard Cops (Mega Dive); Contra III: The Alien Wars (SNES); Rush'n Attack (NES)

Tente: Super Cyborg


Sinopse: Um jogo de ação misturando plataforma e Run'n gun, difícil como os jogos dos anos 80 e 90. Em "Super Cyborg" você controla um ciborgue de batalha de elite enviado para investigar uma série de anomalias em uma ilha distante. Por trás das anomalias está uma misteriosa força alienígena, conhecida apenas como 'forma de vida Xirxul', acordada pelas pesquisas de um grupo de cientistas. Com a humanidade em perigo, o Super Cyborg vai atirar, saltar, e coletar armas e power ups enquanto encara fases osso duro de roer, com chefes idem. Prepare-se para tiro vindo de tudo que é lado.
 Um destaque interessante é que o visual do protagonista é bastante customizável, podendo ter cores e até o modelo de ciborgue alterados.


Por enquanto é só. Até breve!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017



Na maioria dos jogos de 8 e 16 bits cabia ao herói sozinho salvar o mundo ou a namorada, mas vez ou outra algum deles contava com a sorte de ter um mascote fiel ao seu lado- um alento e tanto quando lembramos do clima "eu contra o mundo" que imperava nos jogos da época!
De cães à seres alienígenas amorfos, os mascotes sempre dão uma graça a mais aos jogos, além de serem essenciais em alguns momentos de aperto. Em agradecimento a todas as vezes que nos tiraram do aperto, o OSD separou uma pequena lista com seis desses valiosos ajudantes.

E para aqueles que sentirem falta de Yoshi (Super Mario World- SNES) na lista, sua ausência se deve a que, em minha opinião, o Yoshi ser algo mais próximo de um coadjuvante do que de um animal de estimação. Ele até deixa um bilhete para algum eventual visitante quando não está em casa! 

6- The Dog- "Secret of Evermore"/ SNES



Quem melhor para estar contigo em uma outra dimensão bizarra onde se foi parar por engano do que seu fiel cachorro de estimação? E se ele puder mudar de forma, de cão das cavernas até um ciborgue futurista, melhor ainda! The Dog pode ser batizado com o nome que o jogador quiser, mas independente da escolha, não mede esforços em proteger seu dono das mais bizarras criaturas que esse pequeno clássico injustamente esquecido espalha pelo caminho, The Dog é fiel nesse ou em outro mundo qualquer.

5- Roadkill- "Comix Zone"/ Mega Drive



Quem disse que gratidão é algo que um rato não é capaz de sentir? Ao ser salvo por Sketch Turner de ser esmagado na caçamba de um caminhão de lixo, Roadkill passa a ser o fiel escudeiro do desenhista e vai fazer de tudo para agradecer, desde puxar alavancas e achar garrafas de ice tea escondidas até dar choques contra quem ousar atacar seu dono. Isso é, quando não está sendo confortavelmente carregado no bolso do bermudão do cartunista-tornado-herói.

4- Pikachu- "Pokemon Yellow Version"/ Game Boy



O mais carismático de todos os monstros de bolso é um exemplo de que nem sempre uma grande amizade começa com o pé direito. Após ser capturado e empurrado arbitrariamente para o jovem treinador pelo professor Oak, Pikachu vai acabar seguindo o garoto por todo canto de  Kanto (péssimo trocadilho... peço desculpas...), dando um thundershock atrás do outro enquanto ganham insígnias e capturam mais amigos. 
Isso soou um tanto esquisito....

3- Blob- "A Boy and his Blob"/ NES



Um alienígena que lembra um boneco d eneve feito com massa de pão e que pode se transformar em quase qualquer coisa ao ser alimentado com jujubas coloridas. Quem não adoraria ter um amigo assim, mesmo que para isso tivesse que ajudar a derrotar um ditador alienígena em um planeta distante? 

2- Boko- "Final Fantasy V"- SNES



Se você é um aventureiro com uma sede inesgotável de viajar mundo afora, esqueça os cavalos! Um chokobo é sua melhor opção, ainda mais se for algum como Boko. No correr das aventuras de Bartz e companhia, o pássaro amarelo vai provar seu valor mais de uma vez, além de ainda conseguir uma namorada e um filhote entre uma corrida e outra. Dentre todos os chokobos que figiraram nessa extensa franquia, o Boko de "Final Fantasy V" é se dúvida o mais marcante e carismático.

1- Yamato- Shadow Dancer/ Mega Drive & Master System



O cão, sem dúvida, é o melhor amigo do Homem- ou melhor, do ninja, nesse caso específico! O cachorro branco Yamato vai mostrar que não fica nada a dever as habilidades de seu dono Joe Musashi, enquanto corre por cidades em chamas mordendo atiradores, ninjas e caras que parecem figurantes de algum seriado tokusatsu antigo. E caso em algum momento algum bandido leve a melhor na braiga, não se preocupe. Cão ninjas brancos não morrem, apenas voltam a ser filhotes.


A lista obviamente não precisava parar por aí... Rastan conta com a ajuda de alguns animais silvestres em sua luta para proteger a selva, assim como Alisia Dragoon tem sempre alguma criatura mística lhe dando cobertura, seja um filhote de dragão, seja um lagarto bumerangue. E não podemos esquecer as vacas e galinhas de "Harvest Moon"! Se você tem algum mascote de videogame preferido que não entrou na lista, deixe um comentário para a gente.


Menção Honrosa

Rush- Megaman III/ NES (e demais jogos da franquia)



Por ser um robô e não um ser orgânico, Rush não pode ser de fato considerado um "animal" de estimação, mas independente disso o cão robótico consegue unir carisma e utilidade como poucos (mesmo quando está servindo como trampolim). O simpático Rush foi uma das melhores adições que a franquia "Megaman" recebeu e mesmo não sendo um cachorro de carne, osso e pulgas, merece ser lembrado aqui.




segunda-feira, 2 de janeiro de 2017


No começo de um ano que não parece lá muito promissor, o Oldschool Digger retoma às atividades com a resenha de um dos melhores jogos lançados para Mega Drive: "Comix Zone", um original da própria Sega de 1995.
"Comix Zone" é um ótimo exemplo de jogo de ação e aventura com toques de beat'em up e é daqueles títulos que tem tudo para cair no gosto de todos, mas se você gosta de quadrinhos e dos anos 90, então esse jogo é para você em especial. Anunciado como "a primeira HQ realmente interativa", "Comix Zone" é nineties até a medula dos ossos, tanto na estética, quanto no roteiro e tipo de humor.
Poucas coisas, aliás, são tão "anos 90" no mundo dos videogames quanto o icônico rabo-de-cavalo ostentando por Sketch Turner. Como ser um herói descolado na segunda metade dos anos 90 sem usar rabo-de-cavalo, afinal?

História e Roteiro



Em uma sombria e tempestuosa noite nova-yorkina, o cartunista Sketch Turner trabalhava em sua prancheta quando foi surpreendido por uma mão saindo da página que estava desenhando. Após o apartamento de Sketch ser atingido por um raio, Mortus, o grande vilão de seus quadrinhos Comix Zone, consegue escapar para o mundo real. 
Obviamente Mortus não veio apenas apertar a mão de seu criador e trocar algumas palavras de apreço e incentivo. O vilão deseja conquistar o próprio mundo real mas para isso precisa tornar-se uma pessoa de carne e osso, e não apenas um personagem de quadrinhos feito de tinta- e para tal precisa  apenas de algo muito simples: destruir aquele que o criou e tomar para si sua vida.
Disposto a se divertir com a tarefa, Mortus arremessa Sketch para dentro da própria história em quadrinhos, prendendo o desenhista naquele mundo por ele criado. Já dentro das páginas de Comix Zone, o desenhista encontra Alissa, uma das líderes da resistência contra as forças de Mortus. Aparentemente confundido com o "escolhido" para derrotar Mortus e seu exército, Sketch deve agora assumir para si o papel de super-herói e salvar não apenas um, mas dois mundos, além de encontrar um jeito de voltar para casa.

Dentre os personagens do jogo, merecem destaque:

* Sketch Turner: Um descolado desenhista underground e também músico freelancer para bandas de rock, sem ter alcançado ainda sucesso (ou dinheiro) em nenhuma das duas coisas. Sua mais nova obra, Comix Zone, é baseada em sonhos vívidos e recorrentes que assombram as noites de Sketch. Para um artista é surpreendentemente durão e bom de briga, além de dono de um senso de humor ácido e de um visual que quase resume tudo o que os anos 90 tinham de mais... peculiar....

* Roadkill: O animal de estimação de Sketch. Uma ratazana de esgoto salva pelo cartunista de morrer esmagada no caminhão de lixo.  também enviado por Mortus para o mundo dos quadrinhos, Roadkill pode ajudar Sketch tanto nos combates, onde desfere descargas elétricas nos inimigos, quanto achando itens escondidos nas páginas da história ou alcançando locais inacessível para o protagonista.

* Alissa Cyan: Uma das líderes da defesa do NWE (New World Empire) e que durante o jogo funciona como a guia e conselheira de Sketch Turner, orientando-o por rádio. Aos poucos acaba desenvolvendo sentimentos mais fortes pelo desenhista do que apenas os de mentora.

* Mortus: Um poderoso mutante e líder de um exército de alienígenas, mutantes e assassinos que pretende não só destruir o NWE quanto dominar o próprio mundo real. É sádico e gosta de jogar com seus oponentes, divertindo-se ao encurralá-los em situações arriscadas. 
E ainda por cima veste-se como um vilão pulp dos anos 30.



Gráficos


Excelentes. "Comix Zone" provavelmente é um dos melhores jogos de Mega Drive nesse quesito. "Comix Zone" possui cutscenes muito bem desenhadas, cheias de detalhes e o jogo em si não fica muito atrás. Tanto os cenários quanto os personagens são muito bem desenhados, com sprites grandes, detalhados e muito bem animados, em especial o do protagonista, com seus vários golpes e poses diferentes.
O mais legal do jogo é o formato das fases, como se fossem mesmo as páginas de uma revista em quadrinhos, onde a ação se desenrola em seus quadros e o herói passa de um cena para outra pulando ou destruindo o enquadramento, com direito a onomatopéias. Todos os diálogos do jogo estão também no estilo, surgindo como balões com textos escritos, deixando o visual de tudo ainda mais divertido.

Música e Efeitos Sonoros



Outro ponto forte do jogo, Tanto as músicas quanto os efeitos sonoros são muito bons. As músicas em especial tem um tom de rock n' roll que combina bastante não só com o clima do jogo quanto com o protagonista. Gosto em especial da música tema do jogo, que toca na tela inicial, mas a da primeira fase (uma Nova York destruída e seus subterrâneos) também merece destaque. 
Os efeitos sonoros são bem diversificados para os padrões do Mega Drive e acrescentam muito ao jogo, dando mais ritmo e ação à correria quadro-a-quadro de Sketch Turner pelo mundo de nanquim. Eu gosto em especial do barulho que os inimigos fazem ao  chocar-se contra o enquadramento após um golpe bem dado. Vibrante.

Controles e Jogabilidade



Originalmente o jogo foi planejado para o controle de 6 botões do Mega Drive, mas não há grandes problemas em jogá-lo em um controle de 3 botões. As principais diferenças são que no controle de 3 botões o bloqueio" é automático (enquanto no de 6 botões é controlado por um botão específico) e que para selecionar o itens desejado deve-se apertar o botão C para alternar entre os itens e o botão A para escolher o item desejado. Se, de fato, o controle de 6 botões ajuda, sua falta não impede que se jogue "Comix Zone" adequadamente- e digo isso por experiência própria.
Os controles no geral respondem bem, sendo que apenas um salto ou outro em alguns trechos deixam um tanto a desejar. No mais o jogo possui uma boa jogabilidade, bem fluida e não é difícil aprender todos os movimentos de Sketch Turner. Aquele que levou mais tempo para eu dominar foi o de rolar (direcional para baixo seguido de direcional para o lado desejado), o qual, apesar de vistoso e útil para esquivar de alguns ataques, não é dos mais necessários durante o jogo.

Dificuldade



"Comix Zone" possui um bom nível de desafio, mas não em um nível injusto ou frustrante. Para a época, é um dos jogos que conseguiu melhor equilibrar a dose entre dificuldade e diversão. O jogo também possui dois finais diferentes (um "bom" e um "ruim") que se relacionam diretamente com o desempenho do jogador na luta final contra Mortus, o que dá um pouco mais de re-jogabilidade ao título.

Comentário Final

versão japonesa da ate de capa de "Comix Zone"
"Comix Zone" é um jogo muito divertido e um dos melhores lançados não só para o Mega Drive mas para os 16 bits em geral. Uniu um visual diferente e até inovador à uma história divertida,  boas músicas, personagens carismáticos e muita luta. O maior problema do jogo é ser relativamente curto, tendo apenas três "episódios" (ou seja, fases), divididos em duas "páginas" (isto é, estágios). Fica realmente um gosto de "quero mais" ao ser terminado.
Mesmo já tendo mais de vinte anos é um jogo que envelheceu bem. Para quem o jogou nos anos 90, é uma boa viagem no tempo da sua infância ou adolescência. Para quem veio depois é uma ótima forma de conhecer um pouco da estética dessa década.
O jogo atualmente encontra-se a venda na loja virtual Steam, além de ter sido incluído em algumas compilações da SEGA para plataformas mais recentes. Altamente recomendado a todos, retrogamers ou não.

NOTA: 10.0


P.S 1: "Comix Zone" também rendeu na época dois CDs de música, sendo o primeiro uma coletânea com 12 músicas de bandas variadas (incluindo Danzig) que vinha como bônus ao se comprar o cartucho nos EUA e o segundo um CD originalmente lançado na Europa com músicas inspiradas nas músicas do próprio jogo e gravadas por uma banda de rock real. Esse segundo CD foi posteriomente lançado nos EUA pelo selo Sega Tunes. Gosto particularmente das faixas "Into the Zone" e"Last to Follow", mas "Woe is the World" também é muito legal.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O fim do ano chegando, janeiro já está logo ali, dobrando a esquina e o OSD vem se despedir deixando mais algumas dicas de retrojogos para você relembrar de outros janeiros, quando passava as férias escolares jogando videogame e depois tinha que mentir naquela maldita redação de "O que você fez nas férias?" na primeira semana de aula.

SUGESTÃO #1

Se você está com saudade de jogar: Harvest Moon (SNES)

Tente: Stardew Valley




Sinopse:  Um(a) jovem, insatisfeito e frustrado com a vida que leva resolve finalmente abrir a carta- testamento deixada por seu avô, e assim herda uma pequena propriedade em um vale distante, Stardew Valley. Lá ele tem aquilo que tantos desejam: uma chance de recomeçar e encontrar a si mesmo, trabalhando na terra, criando animais, explorando florestas e cavernas, pescando em lagos na montanha ou no  oceano e tornando-se parte de uma comunidade- além de, quem sabe, encontrar alguém para ajudar a dar milho para as galinhas...
O jogo é fora de série, possuindo muitas camadas e sendo mais do que parece a primeira vista, além de ter gráficos e trilha sonora lindos. É, na minha opinião pessoal, o melhor retrojogo da loja Steam, empatado com "Odallus: The Dark Call".

SUGESTÃO #2

Se você está com saudade de jogar:  Rastan (Master System); Magic Sword (SNES); Blades of Vengeance (Mega Drive); Astianax (NES); Danan The Jungle Fighter (Master System); Cadash (Mega Drive); Trojan (NES); Rygar (NES/ Master System)

Tente: Volgarr the Viking





Sinopse: Trazido de volta dos mortos no melhor estilo "Rise from your Grave" por Odin, o guerreiro viking Volgarr vai ter que enfrentar toda a sorte de inimigos e armadilhas em um jogo muito bem feito e divertido, mas difícil como se tivesse sido programado por Loki em pessoa. Dificudade retro-hardcore, sem exageros.


SUGESTÃO #3

Se você está com saudade de jogar: Super Mario Bros II/ USA (NES); Castlevania III (NES); Kendo Rage (SNES); The Krion Conquest (NES); Athena (NES); Valis III (Mega Drive); Super Valis IV (SNES); Devil Hunter Yohko (Mega Drive)

Tente: Amazing Princess Sarah




Sinopse: O rei de Kaleiya foi sequestrado por Lilith the Demon Mistress (algo como "amante demoníaca, em tradução livre). Cabe agora a filha do rei, Sarah, alvar não só seu pai mas todo o reino das garras de Lilith, correndo, saltando e arremessando peças de mobiliário ou corpos de inimigos (sim... corpos...  é isso mesmo...)  em quem aparecer pela frente através de vários cenários típicos de jogos plataforma, como castelos, masmorras e cavernas com lava. É um jogo até bem razoável mas tem um dos mais toscos  chefes de primeira fase que já vi- pior até que a panela gigante de "Panic Restaurant" do NES!

SUGESTÃO #4

Se você está com saudade de jogar:  The Addams Family (NES); The Addams Family (Mega Drive); The Addams Family: Pugsley Scavenger Hunt (NES); Felix the Cat (NES); Rockin' Kats (NES)

Tente: Manos: the Hands of Fate



Sinopse: Em geral bons filmes geravam jogos ruins, mas em "Manos: The Hands of Fate" ocorreu o contrário! Um péssimo filme gerou um jogo bem legal. A história do jogo basicamente é a mesma do filme: Mike e sua família saem de férias e acabam se perdendo no deserto (afinal se não for assim, não podemos chamar de férias, certo?), chegando então em um estranho hotel no meio do nada gerenciado por Torgo, um sujeito esquisito que mais parece um sátiro, sob as ordens de alguém chamado simplesmente de "mestre". Após sua família e cachorro de estimação sumirem, Mike, armado com seu fiel revólver, deve descobrir o que está acontecendo em um jogo estilo plataforma cheio de referências a jogos e filmes trash. Já deixo avisado que o tom satírico é forte no jogo, então não leve as coisas muito a sério.
Um último detalhe: O jogo foi desenvolvido e distribuído pela FreakZone Games, a mesma empresa responsável pelos dois jogos do "Angry Videogame Nerd" (ambos disponíveis na Steam).


É isso, pessoal... Nós do OSD desejamos um bom ( isto é, na medida do possível) 2017 a todos. Lembre-se que a princesa está em outro castelo e do a barrel row!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016


No mundo dos videogames não é raro que aquele que acaba salvando o dia não tenha uma profissão assim tão... épica. Obviamente cavaleiros, ninjas e soldados de forças especiais tem sua cota no mundo do jogos, mas no fim das contas dois dos heróis mais famosos de todos são uma dupla de encanadores. E não só encanadores- entregadores de jornal, cozinheiros, estudantes com uniforme de marinheiro, astros de música pop e garotos cabeludos que não deveriam estar segurando uma espada... todos já tiveram seu dia de herói. 
Lançado em 2006 pela Frozenbytes e protagonizado pelo mecânico Wesley Tyler, o top- down shooter  "Shadowgrounds" é mais um bom exemplo desses jogos com um "herói improvável".

História e Roteiro



Wesley Tyler é um lacônico mecânico que trabalha para a poderosa IGTO, corporação que administra a colônia terrestre em Ganimedes, uma das luas de Júpiter. Depois de alguns atritos com superiores e receber a culpa por algo que não lhe cabia, Tyler é rebaixado e amarga uma dura posição subalterna, o que explica o cinismo com o qual recebe o documentário repleto de marketing institucional produzido pela própria corporação sobre a história da colônia.
Durante uma falta de energia, Tyler recebe ordens de seu não muito gentil superior para ir com a equipe que procederá com os reparos nos geradores reservas. Durante a missão aparentemente rotineira, Tyler e seu grupo são atacados por formas de vida desconhecidas, possivelmente alienígenas. 
A partir daí Wesley Tyler vai ter que lutar para permanecer vivo em meio ao caos que reina em Ganimedes, ao mesmo tempo que tenta descobrir o que está acontecendo na colônia, quem são os alienígenas e o porque dos ataques.

Gráficos



"Shadowgrounds" possui gráficos bastante razoáveis, bem desenhados e nítidos, embora possam ser considerados já um pouco defasados para a época que o jogo foi lançado. Tanto o sprite do protagonistas quanto dos coadjuvantes e dos inimigos são bem feitos, alguns inimigos em especial tendo um design bem legal, lembrando tanto a franquia "Aliens" quanto dos jogos da série "Doom".
Os cenários são cheios de sombras e bem detalhados, e em alguns momentos fica visível um leve grau de degradação, típico de corporações cuja gestão tem mais marketing do que competência. A penumbra marca a maior parte do jogo e isso colabora bastante para criar um clima de sobrevivência desesperada. Acredito que alguns jogadores possam reclamar da relativa pouca variedade de cenários, os quais na maior parte do jogo são diferentes instalações da colônia e o  terreno com cara de filme de ficção científica ao redor delas.
O maior defeito nesse quesito é a animação dos personagens humanos. Tanto o protagonista quanto os vários coadjuvantes movem-se de forma mecanizada, meio desconjuntada e pouco fluida. Não é algo que estrague o jogo de fato, mas em alguns momentos parece que se controla um marionete munido de lança-chamas.

Música e Efeitos Sonoros

Bons, em ambos os casos. A trilha sonora de "Shadowgrounds" é bem variada e tem algumas músicas bem legais, puxadas para o heavy metal, nos momentos de maior ação- essas são, aliás, as que considero as melhores músicas do jogo! As faixas são bem compostas e encaixam bem com o todo, sejam com os gráficos, seja com a trama, seja com o ritmo de jogo.
Os efeitos sonoros estão um de grau abaixo da música, mas não comprometem. Os efeitos sonoros dos tiros das armas, os gritos, chiados e grunhidos das criaturas e demais ruídos de portas se abrindo e maquinário funcionando dão conta do recado, mas as vozes dos personagens nas cutscenes é apenas passável, em especial devido a interpretação pouco inspirada dos dubladores.

Controles e Jogabilidade

O jogo uma uma combinação de teclado + mouse para controlar o personagem durantes as fases, vistas em terceira pessoa. Você se move, escolhe armamento, interage com o cenário e liga a lanterna  que Tyler carrega presa ao ombro pelo teclado e com o mouse você dispara a arma. No começo é um pouco confuso mas não demora para se pegar o jeito.
No geral a jogabilidade é fluida, salvo um ou outro momento, o que não chega a surpreender em um jogo de computador já contando com uma década de existência. Sem maiores comentários aqui.

Dificuldade

Em termos de dificuldade, "Shadowgrounds" é um jogo bem equilibrado. Não é difícil demais a ponto de ser frustrante, não é fácil demais a ponto de ser monótono. Os desenvolvedores pesaram bem as porções de desafio e diversão do jogo, só errando um pouco a mão em um chefe específico em um pedaço já avançado do jogo, o qual acaba sendo bem mais complicado de lidar que todos os outros anteriormente enfrentados. 
Algo interessante é que o jogo conta com algo semelhante a "vidas". Se você morrer cinco vezes na mesma fase, GAME OVER. Terá que começar a fase (não o jogo) desde o início.

Comentário Final



"Shadowgrounds" pode não ser um daqueles jogo que marcaram sua época, mas é de fato um jogo bastante divertido. Em muitos sentidos lembra bastante o clássico "Alien Syndrome" (NES e Mastes System) e conta com muita ação, um protagonista carismático apesar de ranzinza, uma boa variedade de armas com diferentes potenciais de destruição e alienígenas com cara de que vão de fato te cortar ao meio se você não acabar com eles primeiro. Tem um ou outro senão, mas nada que estrague a diversão, ainda mais quando se leva em consideração que até quatro jogadores podem jogar simultaneamente.

NOTA: 8,5

* P.S1: "Shadowgrounds" e também sua continuação, "Shadowgrounds: Survivor", encontram-se disponíveis para compra na loja virtual Steam.














quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Dezembro está chegando e embora para a maioria dos retrogamers foi-se o tempo em que dezembro significava automaticamente férias, o OSD aproveita para deixar mais algumas dicas de jogos oldschool garimpados na loja virtual Steam.

SUGESTÃO #1

Se você está com saudade de jogar: Holy Diver (NES); Castlevania III (NES); Lord of Darkness (Master System); Super Castlevania IV (SNES); Castlevania: Symphony of the Night (Playstation)

Tente: Slain: Back from Hell




Sinopse: Em um mundo amaldiçoado, o guerreiro Bathoryn é trazido de volta à vida para destruir o mal, libertar as terras e honrar o deus metal com headbangs (não necessariamente nessa ordem), com direito a muito sangue e gore no meio do caminho. O jogo tem lindos gráficos pixelados e uma das trilhas sonoras mais heavy metal de  todos os tempos, além de uma dificuldade que não fica muito a dever aos anos 90.

SUGESTÃO #2

Se você está com saudade de jogar: Zelda II: The Adventure of Link  (NES); Wonder Boy in Monster Land (Master System); Wonder Boy in Monster World (Mega Drive); Devil Hunter Yohko (Mega Drive); Valis III (Mega Drive); Super Valis IV (SNES)

Tente: Inexistence



Sinopse: Hald, um jovem "Keeper" (guardião), tenta salvar sua irmã, uma importante Keeper da maldição de sono perpétuo lançada sobre ela pelo misterioso Claos. Um roteiro clássico, com protagonista que parece inspirado no Link, bastante exploração em fases estilo plataforma, trilha sonora boa e um nível de dificuldade menor que nos jogos de 8 e 16 bits. No geral, bastante divertido, apenas um tanto curto.

SUGESTÃO #3

Se você está com saudade de: B.O.B (SNES, Mega Drive); Mega Man 3 (NES); Vector Man (Mega Drive), Dynamite Headdy (Mega Drive), Mega Man X (SNES)

Tente; Terrian Saga: KR-17



Sinopse: KR-17 é um robô militar envolvido em um conflito entre dois sistemas solares e que começa a desenvolver aquilo que os humanos chamam de consciência. Jogo com bastante variedade de armas e exploração.

SUGESTÃO #4

Se você está com saudade de: Golden Axe (Mega Drive); Golden Axe II (Mega Drive); Battletoads (NES); Battletoads and Double Dragon (NES, Mega Drive)

Tente: Dungeons: The Eye of Draconus



Sinopse: Um jogo bem humorado, protagonizado pelos três heróis menos heróicos que já vi. Dungeons: the Eye of Draconus satiriza os clichês de jogos como Golden Axe, mas com bastante ação, luta e golpes especiais- além da participação de um frango gigante enviado pelos próprios deuses. Seu principal problema é ser curto, mas o multiplay para até três jogadores faz a rejogabilidade tomar fôlego, dando para se divertir bastante por horas.

SUGESTÃO #5

Se você está com saudades de: Altered Beast (Mega Drive); Blackthorne (SNES); Blades of Vengeance (Mega Drive); Rastan (Master System); Alisia Dragoon (Mega Drive); Astianax (NES); Danan The Jungle Fighter (Master System), Last Battle/ Hokuto no Ken (Mega Drive)

Tente: Insanity's Blade



Sinopse: Thurstan, um corajoso guerreiro com cara de figurante de gibi do "Conan o Bárbaro", decide se aposentar de sua vida de lutas e sangue, mas é arrastado de volta a tudo isso após sua vila ser atacada e incendiada por monstros demoníacos e sua esposa e filho mortos ( O mundo é uma droga, não?). Thurstan parte então em uma busca por vingança e para resgatar seus entes queridos do mundo dos mortos (não necessariamente nessa ordem).


Hoje as dicas foram monopolizadas pelo estilo de "ação e aventura". Na próxima vez vamos tentar variar mais. Bom jogo a todos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016


Nos anos 80 e 90 alguns bons jogos (e outros apenas passáveis) lançados no Japão acabaram não sendo trazidos para o ocidente, enquanto alguns jogos deploráveis acabaram recebendo uma versão oficial (como o terrível "Timecop", do SNES). Por que? Talvez por serem considerados "japoneses demais" para o público ocidental da época, talvez por serem muito difíceis (como foi o caso de "Super Mario Bros 2" no NES), talvez acharem que não renderiam lucro ou até mesmo por dificuldades de negociação entre produtoras e distribuidoras... de qualquer forma a lista de jogos que se encaixam nessa situação é longa. O beat'em up "Iron Commando", lançado apenas no Japão em 1995 está entre eles. 

História e Roteiro



 Nos anos 90, o roteiro de "Iron Commando" faria muito sentido. Um meteoro radioativo entra na atmosfera da Terra e cientistas declaram que deve ser destruído mas o meteoro acaba caindo nas mãos da G.H.O.S.T, uma organização terrorista cujos integrantes parecem ser majoritariamente compostos por estereótipos de bandidos latinos ou guerreiros astecas (sim... guerreiros astecas...), a qual pretende usá-lo para induzir mutações genéticas (afinal de contas ser exposto a radiação dá poderes, e não câncer).
Para recuperar o perigoso corpo celeste altamente radioativo, são convocados um soldado das forças especiais, Jake, e um lutador de artes marciais dono um gosto para roupas e penteados bastante exótico, Chang Li. Sem receber nenhum tipo de arma, apoio ou conselhinho meia-boca dos seus superiores, cabe então aos dois bravos correr meio mundo atrás do meteoro, despachando aos chutes e socos todos os gangsters de chapéu fedora, cães, cobras, bandoleiros e guerreiros astecas (sim... guerreiros astecas... não é piada)  que encontrarem pelo caminho. 
Mais anos 90 que isso impossível.

Gráficos



Os gráficos são bons, compatíveis com a capacidade do SNES na época. Bem na média mesmo, sem muito o que destacar.
Os sprites dos protagonistas e dos oponentes são bons, detalhados de forma razoável, como era de praxe na época, os chefes de fase são bem maiores que os outros personagens, como por exemplo o Big Tom, um lutador grandalhão armado com um suprimento aparentemente infinito de facas.
Os cenários não tem nada que já não tenha sido visto em outros jogo do gênero... ruas escuras, cais do porto, armazéns, templos esquecidos no meio a selva... o design também está na média para o SNES. Não é ruim, longe disso, apenas não tem nada que os torne especialmente marcantes. O único defeito é que em alguns momentos, cercas ou colunas tapam parte da tela e escondem a ação,dificultando apanhar itens caídos no chão ou até mesmo a lutar.

Música e Efeitos Sonoros

O que foi dito para os gráfico vale para a música. Boas sem serem marcantes ou inovadoras. Combinam bem com o jogo e estão de acordo com o estilo beat'em up, cumprindo bem a função de embalar o jogador enquanto ele desce a pancada em alguns guerreiros asteca (sim... guerreiros asteca... eu estou falando sério).
Os efeitos sonoros, por outro lado, são um dos destaques do jogo. Melhores do que a média e bem variados, existem diferentes grunhidos para inimigos apanhando e cada arma tem seu próprio som específico. Um dos aspectos mais caprichados do jogo.

Controles e Jogabilidade



Os controles em sí não tem nada de errado. Cumprem sua função sem deixar a desejar. O problema é a ausência de golpes especiais, aos estilo de "Streets of Rage". O arsenal de golpes de ambos os personagens é bem limitado e ambos só contam com um único golpe especial, o uso de granadas enquanto se salta para fora da tela ( o golpe é realizado da mesma forma para ambos os personagens... pulo seguido de botão A).
Move-se pelo cenário usando o cursor. Existe um botão para saltar, um para golpear, outro para apanhar armas ou itens no chão e o botão utilizado para as granadas. Não é difícil pegar o jeito.
A jogabilidade é boa. Não é travada nem nada do gênero. A ressalva é não existir grande diferença entre os dois protagonistas... Jake é um pouco mais forte, Chang Li é um pouco mais ágil, mas no geral ambos são bastante equivalentes. Isso tira um pouco da graça quando comparado a individualização presente em outros jogos do gênero como  "Final Fight" ou "Captain Commando".
Para trazer um pouco de variedade ao jogo, em algumas fazes o herói usa algum tipo de veículo para se deslocar, seja uma moto, um jipe ou um carrinho de minério correndo alucinadamente nos trilhos de uma mina desativada. É um dos poucos diferenciais deste beat'em up no geral bastante trivial. 

Dificuldade

"Iron Commando" é mais difícil que a média dos beat'em ups. Mesmo os inimigos mais simples das fases podem dar trabalho, cercando o jogador e golpeando-o pelas costas enquanto ele luta com outros oponentes. Alguns inimigos são bem difíceis de serem acertados como os cães e as cobras e vários usam armas de fogo contra o jogador.
Diferente dos outros jogos do gênero, não se encontra itens, como as maçãs que recuperam energia, em latas de lixo, barris ou caixotes pelas fases. Tudo nesse jogo cai de oponentes eliminados... maçãs, sacos de dinheiro que contam pontos, novas granadas e armas- E existe tem uma abundância de armas para o jogador! Facas, tacos de baseball, revólveres, escopetas, metralhadoras Tommy Gun... é só pegar e mandar ver.
Apesar da dificuldade acima da média, o jogo não é daqueles frustrante e não deixa de ser divertido, ainda mais para quem é fã do gênero.

Comentário Final


"Iron Commando: Kotetsu no Senshi" é um jogo que tem quase todos os elementos clássicos de um beat'em up noventista, com um ou outro detalhe a mais ou a menos. Se você é fã dos beat'em up dos anos 90 será uma boa pedida e uma experiência satisfatória, embora dificilmente esse jogo se torne um dos seus preferidos ou algo marcante na sua trajetória gamer. Ainda assim teria sido indubitavelmente melhor se tivessem trazido "Iron Commando" na época do SNES do que algo como "Timecop".

O jogo atualmente está disponível no catálogo da loja virtual Steam. Lançado esse ano, "Iron Commando: Kotetsu no Senshi" foi trazido pela mesma empresa que lançou "Legend" no Steam, a Piko Interactive.

NOTA: 6,5

* CURIOSIDADE: Originalmente "Iron Commando" foi lançado no Japão pela Pack-in-Video, responsável pelo lançamento de alguns jogos não muito benquistos do NES, como "Rambo" e "Predator".



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